Manual OPERACIONAL DOS telecentros legislativos comunitÁrios

  

 

 

 

  

 ÍNDICE

 

Telecentros FECAM-RN 03
O dia-a dia do Telecentro 03
Horário de funcionamento 04
Procedimentos comuns 04
Postura 05
Rotinas de informática 05
Segurança dos equipamentos 05
Segurança física 06
Manutenção e revisão dos equipamentos 06
Segurança do material 06
Segurança dos dados 07
Limpeza e manutenção 07
Cadastros de parceiros 08
Fim do dia no Telecentro 08
Gestão de pessoas 08
Acompanhamento 11
Desenvolvimento 13
O Telecentro e a comunidade 14
Marketing do Telecentro 15
Mobilização de recursos 16
Etiqueta na Internet 18
Dicionário de "Carinhas" (smiles) 21
Referências 23
Materiais de referência 24

 

 

Telecentros FECAM-RN

O Projeto para Inclusão Digital proposto dar-se-á através da instalação nas Câmaras Municipais de unidades denominadas: Telecentros Legislativos Comunitários.

Estes Telecentros são espaços equipados com computadores conectados à Internet em banda larga com oferta de serviços. As principais atividades oferecidas à população são: cursos de informática básica em software livre; uso dos equipamentos para acesso a Internet; oficinas temáticas e construção de sites da comunidade.

Nos últimos anos desenvolvem-se no país diversas ações para promover a inclusão digital, concentrando-se na instalação de laboratórios e na oferta de cursos de informática básica para estudantes. As políticas públicas implementadas destacam-se pela iniciativa visando diminuir a exclusão digital. No entanto, percebem-se as ausências de uma política mais ampla de utilização dos recursos da Internet e da aplicação de medidas para garantir a penetração nas comunidades, sustentabilidade e continuidade dos projetos.

Haja vista que as Câmaras Municipais não podem ignorar a realidade das comunidades, a FECAM/RN elaborou e apresenta este projeto como forma de suprir essas ausências e integrar os legislativos municipais aos demais esforços, políticas públicas e ações já em curso de responsabilidade social que visam à inclusão digital da população, potencializando e multiplicando seus efeitos e resultados.

Esse projeto, no seu modelo de funcionamento, ainda propõe-se a permitir o uso da tecnologia digital como um dos meios de conscientização dos usuários em relação aos principais problemas sociais, culturais e ambientais de sua cidade possibilitando pela prática, uso e dinâmica a mobilização para a realização de ações comunitárias que venham contribuir para solução de problemas dos vários segmentos da sociedade e ampliar sua visão de mundo.

O dia-a dia do Telecentro

Sugerimos que as pessoas envolvidas diretamente no Telecentro (dirigente da entidade parceira, coordenação e Monitores) façam, no mínimo uma reunião semanal para que possam equalizar as informações, as demandas na Telecentro, a administração e os encaminhamentos necessários.  Esse envolvimento é primordial para uma administração transparente, séria e eficiente. Para o bom funcionamento da equipe é necessário que os papéis desempenhados estejam claros para todos os envolvidos e, que as atribuições de cada função sejam executadas da melhor maneira possível.

Assim, algumas ações de gestão, acompanhamento e desenvolvimento precisam ser empreendidas. Neste sentido, é necessário criar instrumentos que permitam à equipe visualizar com clareza os fluxos e processos de trabalho, bem como subsidiar o levantamento dos resultados da ação.

Horário de funcionamento

O horário de funcionamento do Telecentro deve ser estabelecido com base nas aulas e na quantidade de pessoas dedicadas ou disponíveis para realizar as tarefas. Em geral, a sala deve funcionar durante todo o dia e no período da noite, sempre que necessário e possível. Aos sábados, é recomendável que o Telecentro funcione em pelo menos um período, para atender aos usuários que não tiverem tempo de freqüentar o espaço nos dias de semana.

O “horário de funcionamento” se refere apenas à abertura, aulas e disponibilidade para atendimento a interessados. O trabalho do Telecentro, na verdade, deve ser realizado constantemente, principalmente quanto à divulgação e a procura por parcerias. É interessante que o Telecentro ofereça horários alternativos para aperfeiçoamento, reciclagem e entretenimento.

O horário do início das atividades deve sempre ser um pouco antes do início das aulas no Telecentro. Para as atividades de preparação no início do dia, o Coordenador ou outro responsável deverá estar presente e cuidar dos procedimentos descritos a seguir.

Procedimentos comuns

O Telecentro é um espaço público, onde as pessoas freqüentam e devem ser tratadas com respeito e orientadas da melhor maneira possível.  O Telecentro será um pólo aglutinador dos cidadãos e cidadãs na busca de soluções de seus problemas, para se capacitarem, para realizar pesquisa, para encontros de amigos e namorados, para uma reunião social etc. Para atender a todo esse leque de atividades algumas condutas são importantes, tanto para os dirigentes, a Coordenação e os Monitores:

Todos têm direito de atendimento no Telecentro

Não gritar

Não usar gírias ou palavras chulas

Sempre tentar entender a necessidade que está sendo solicitada

Caso a pessoa tenha alguma dúvida em operar a máquina, pode contar com o auxílio do Monitor, que organiza o acesso ao uso livre e está capacitado para resolver dúvidas básicas dos usuários.  Os usuários também devem observar que o uso dos equipamentos da sala deve ser, ao mesmo tempo, livre e responsável. Não será permitido, por exemplo, o acesso a páginas com conteúdos pornográficos ou que pregam o racismo e o preconceito a determinados grupos sociais.

Postura

É expressamente proibido o uso de bebidas alcoólicas no Telecentro;

A vestimenta do Monitor deverá estar de acordo com o seu papel;

Jamais cometer qualquer ato que possa ser considerado criminoso: levar algo do Telecentro, mexer em pertences pessoais de outros Monitores ou educandos.

Rotinas de informática

O computador utilizado para receber e-mails deverá ser ligado para a verificação de novas mensagens de correio eletrônico, para o encaminhamento de respostas ou a definição das tarefas para o cumprimento dos compromissos e trabalhos do dia. Além disso, o responsável pela abertura do Telecentro ou o Monitor deverão ligar os computadores, preparando-os para o uso nas aulas.

Segurança dos equipamentos

Para um melhor desempenho dos computadores, devem ser seguidas as normas de segurança relacionadas abaixo:

 

SeguranÇa fÍsica

Não colocar as mãos no vidro do monitor, e não mexer em seus circuitos devido à alta voltagem nessas unidades;

Não fumar em sala de aula;

Não comer nem beber em sala de aula (farelos e outras sujeiras danificam o equipamento);

Não bater, empurrar ou chacoalhar o equipamento;

Não abrir os compartimentos dos equipamentos em hipótese alguma;

Desligar o computador sempre que não estiver em uso.

 

ManutenÇÃo e revisÃo dos equipamentos

A revisão e manutenção dos equipamentos de informática ocorrem nas seguintes situações:

No recebimento de equipamentos doados, que precisam ser preparados para a utilização nas aulas e;

Sempre que houver problemas técnicos com os computadores.

 

SeguranÇa do material

Guardar os disquetes e CD-ROM em lugar adequado depois de usá-los. Não deixe disquetes sobre aparelhos eletrônicos e telefones, pois eles desmagnetizam e perdem-se os dados.

Não expor disquetes e CD-ROM ao calor excessivo, frio ou umidade;

Não abrir a porta do driver quando a lâmpada estiver acesa e não forçar um disquete ou CD-ROM a entrar ou sair do driver e;

Não dobrar ou colocar objetos pesados sobre o disquete ou CD-ROM.

 

SeguranÇa dos dados

Jamais apagar arquivos ou programas de outra pessoa ou em aula sem estar devidamente autorizado;

Salvar sempre os trabalhos antes de desligar o micro;

Desligar o equipamento por meio do procedimento adequado e;

Etiquetar todos os disquetes para identificá-los.

Proteção contra vírus

Não utilizar em seu micro os programas e disquetes sem verificar, por meio de um antivírus, se os mesmos estão livres de vírus;

Informar imediatamente à Coordenação do Telecentro qualquer alteração no funcionamento do computador e;

Não usar disquetes ou CD-ROM trazidos de casa ou qualquer outro lugar.

Limpeza e manutenÇÃo

A apresentação do Telecentro é um fator fundamental para a sua imagem. Mantê-la constantemente limpa e bem cuidada é responsabilidade de todos os Monitores. A sala deve ser percebida como um local agradável e seguro para todos que trabalham nela, principalmente, para os usuários e colaboradores. Por isso, fique sempre atento para as seguintes orientações:

Procure não acumular utensílios e materiais velhos nas dependências da sede, ocupando lugar e acumulando sujeira desnecessariamente;

Troque o mais rápido possível lâmpadas queimadas;

Procure não utilizar extensões de fios elétricos e adaptadores de tomadas múltiplas – benjamins. Eles podem sobrecarregar a instalação elétrica do local e causar curtos-circuitos, queimar seus equipamentos eletro-eletrônicos ou, ainda, provocar incêndios. Qualquer alteração que se fizer necessária na instalação elétrica do Telecentro deverá ser feita por um profissional eletricista.

Cadastros de parceiros

É muito importante que se registre e guarde os dados de todos aqueles que de alguma forma se relacionam com o Telecentro, para o trabalho de relacionamento e contatos futuros.

Assim, todos interessados nas aulas, alunos, os voluntários, parceiros e doadores devem ter os seus dados cadastrados, com a referência sobre em qual situação se relacionaram com o Telecentro.

 

Fim do dia no Telecentro

O horário de fechamento do Telecentro pode variar, de acordo com os horários das aulas e o volume de trabalho, e conforme a disponibilidade dos Monitores e dos voluntários.

Para o fechamento do Telecentro são necessários os seguintes procedimentos:

Desligar os equipamentos de informática;

Guardar os materiais e documentos que estejam fora de seus lugares;

Desligar os demais equipamentos, luzes, ventiladores e ar condicionados;

Verificar se ainda há alguém no interior da sala – verificar todas as dependências do local.

Acionar o alarme de segurança.

GestÃo de pessoas

Equipe significa um grupo de pessoas com alto grau de interdependência direcionado para a realização de uma meta ou para a conclusão de uma tarefa. O sucesso das atividades de um Telecentro se dá principalmente através da eficácia e entrosamento de sua equipe. Por isso, a gestão de uma equipe deve ser algo pensado e valorizado como uma ação que desencadeará resultados positivos ou negativos para o Telecentro.

Os membros de uma equipe concordam com uma meta e concordam que a única maneira de alcançar essa meta é trabalhar em conjunto. No caso do Telecentro, a qualidade da unidade depende unicamente do trabalho em equipe, de seu entrosamento, motivação, disponibilidade e envolvimento com os objetivos e valores.

As características de uma equipe eficaz são:

 

 

 

 

 

 

 

 

A forma de alcançar e manter todas essas características depende exclusivamente dos membros da equipe, pois, afinal de contas, uma equipe é formada por pessoas e a dinâmica construída para o alcance dos resultados é pautada na soma das idéias e comportamentos destas.

As características e dinâmica própria de cada equipe vai sendo consolidada mediante o desenvolvimento das pessoas e das relações que são estabelecidas. A equipe, durante a sua existência, passa por estágios em seu desenvolvimento, que caracterizam a sua habilidade e o progresso no que se refere à eficiência e eficácia.

Para o bom funcionamento de uma equipe é necessário que os papéis desempenhados estejam claros para todos os envolvidos e, que as atribuições de cada função sejam executadas da melhor maneira possível.

O Monitor que coordenará o Telecentro terá as seguintes atribuições:

Relacionamento com os atores sociais locais.

Responsabilidade pela abertura e fechamento da Estação.

Responsabilidade pela administração da Estação.

Elaboração e envio de relatórios à Coordenação Geral do Programa.

Manutenção dos equipamentos.

Organização do fluxo de usuários e educandos.

Zelo pelo espaço físico do Telecentro

Elaboração de cadastro de voluntários.

Alimentação do banco de dados sócio-econômico dos participantes da Unidade.

Organização das turmas para cursos de iniciação à informática.

Controle da freqüência dos educandos.

Representar o Telecentro, junto com o dirigente da Entidade local, em eventos, cerimônias e atividades correlatas e afins ao Programa.

Os Monitores terão as seguintes atribuições:

 

Controle dos conteúdos de acesso.

Elaborar o plano de curso e planejamento de aulas

Ministrar as aulas de iniciação à informática.

Identificação e motivação de estagiários/voluntários.

Orientação aos usuários da Internet.

Substituição do Monitor/Coordenador em suas ausências

Acompanhamento

Recepção à comunidade

Quando uma pessoa da comunidade busca um curso ou serviço no Telecentro é importante que fique clara a proposta do projeto, o que se oferece e como é desenvolvido.  Sabemos que o objetivo de qualquer pessoa é aprender informática, mas o nosso objetivo vai além da simples técnica.

Comece contando a história do Telecentro, os projetos que já conseguiram realizar e os que pretendem, quem faz parte da equipe, quais os cursos que oferecem, etc. Enfim, mostre que além de aprender informática às pessoas estarão participando e contribuindo para o desenvolvimento delas e da sua comunidade.

Faça-as se sentirem parte de um conjunto. Como num grupo musical onde cada instrumento tem seu som, cada pessoa tem o seu papel e sua importância dentro do Telecentro e, na comunidade em que vive.

Inscrições

Quando o educando decide se inscrever no Telecentro começa então o processo de conhecimento mútuo, onde este se apresenta mais detalhadamente, expõe seus objetivos e expectativas em relação ao curso e, o Monitor passa então a lhe fornecer informações mais práticas como, por exemplo: horários de turmas, informações sobre freqüências entre outras. O educando deverá levar sua identidade ou certidão de nascimento para realizar a inscrição;

Todos os campos do Sistema ou da ficha de inscrição deverão ser preenchidos;

Expor as opções de horário ao interessado, sempre obedecendo às faixas de cada turma, e combinar o início do curso e;

Informar ao educando a data de início das atividades.

O funcionamento da Telecentro deve estar baseado nas necessidades da comunidade local. A organização é fundamental, evitando desperdiçar tempo e recursos.

A ficha de inscrição é o principal instrumento para identificação do educando. Inicialmente realizaremos esse procedimento com fichas, mas logo teremos que alimentar o Sistema de Acompanhamento.

Horário de funcionamento

Cada Telecentro fará a sua grade horária, dentro das realidades locais.  Sugerimos que haja curso de segunda a sexta-feira, com diversos módulos de acordo com o conteúdo visto na capacitação dos Monitores.

Cadastro de turmas

As turmas devem ser montadas seguindo o critério da idade dos participantes.  No curso de Introdução à Informática, as faixas etárias são: 10 a 14 anos; 15 a 20 anos; 21 a 40 anos podem ser fundidos, originando uma nova faixa etária (15 a 40 anos).  A entidade local poderá realizar adaptações que achar necessárias devido a sua realidade particular. Cada Telecentro poderá estabelecer uma idade mínima para que os usuários iniciem os cursos. Sugere-se que as crianças sejam pelo menos alfabetizadas para que possam iniciar o processo de inclusão digital e alfabetização em informação.

Desistência e evasão de educandos

Existem vários motivos que podem servir como explicação para a evasão de educandos. Cada Telecentro, diante de sua realidade específica apresenta para o educando um funcionamento de acordo com as suas possibilidades e fase de seu desenvolvimento.

Para que a qualidade do Telecentro seja preservada e o seu funcionamento seja garantido adequadamente, as causas das desistências dos educandos devem ser pesquisadas e registradas, uma vez que elas podem possibilitar a identificação de razões específicas e facilitar o aprimoramento da equipe nos itens considerados deficitários pelos educandos.

O educando é o motivo do Telecentro existir. Se as pessoas não freqüentarem e utilizarem seus serviços, não fará sentido existir naquela comunidade.

Material didático

Os Monitores serão os responsáveis pela boa utilização do material didático que será disponibilizado para cada Telecentro. 

Entrega de certificados

A conclusão de uma turma deve ser um momento considerado especial para todos do Telecentro. Dessa forma, o momento de entrega dos certificados geralmente é acompanhado por uma comemoração onde participam todos os envolvidos com o Telecentro e os familiares. Lembre-se que estamos falando de um espaço da comunidade e, portanto não só suas dificuldades, mas também suas conquistas devem ser compartilhadas e celebradas. Os certificados serão viabilizados pela FECAM/RN, a partir do envio, prévio, da lista de educandos que concluíram os cursos.

Desenvolvimento

O desenvolvimento do Telecentro pressupõe a participação dos atores envolvidos, é um processo constante e serve para re-orientar o trabalho empreendido. Acompanhar as ações realizadas pelo Telecentro é necessário para a manutenção da qualidade. O desenvolvimento de uma ação social pode ser uma maneira de orientar a equipe para o aprimoramento e manutenção da qualidade. Para tanto podemos conceituar:

Eficácia: um projeto social é eficaz quando atinge os objetivos propostos. Os instrumentos definidos para medir a eficácia são aqueles que conseguem levantar os resultados do projeto.

Eficiência: é a relação que se estabelece entre o que foi investido e o quanto se alcançou de benefícios. Um projeto é eficiente quando consegue otimizar os recursos, sem desprender esforços adicionais ao que foi planejado.

Efetividade: diz respeito ao impacto da ação, que resultados significativos ocorreram para a melhora da qualidade de vida ou para o desenvolvimento de uma comunidade. Não está relacionada aos resultados imediatos e aparentes, portanto para aferir efetividade é necessária uma análise do impacto do projeto em longo prazo.

 

O Telecentro e a comunidade

O Telecentro é um espaço social, ou seja, um espaço que se dispõe a facilitar a mobilização das pessoas da comunidade. A missão de um Telecentro não se resume apenas em oferecer aulas de informática, e sim contribuir com a comunidade local para o desenvolvimento de sua qualidade de vida. Assim, a sala deve ser reconhecida pela comunidade como um espaço dela, onde as pessoas se envolvem com as atividades e contribuem na promoção e concretização de seus objetivos.

A proximidade entre o Telecentro e a comunidade deve permear todos os investimentos da unidade, pois, afinal de contas, todos ganham com esse envolvimento.

Assim, existem algumas maneiras de atrair as pessoas e fazer com que elas se envolvam nos trabalhos realizados. Podemos citar como exemplo:

Criar uma cultura digital na comunidade, estimulando que outras pessoas visitem o Telecentro em horários livres para executar tarefas simples como enviar um e-mail, imprimir um documento ou simplesmente ter o seu primeiro contato com o computador. Esta ação será importante para tornar o Telecentro um espaço de convívio, um centro de serviços para a comunidade, ou seja, uma nova referência no dia-a-dia das pessoas;

Se a comunidade não tem um local certo para se reunir e debater suas principais questões, o Telecentro pode se transformar nesse espaço de convívio social. Esta é uma oportunidade para que os líderes comunitários se interessem no fortalecimento da Estação, como um espaço físico da comunidade e, o quanto à tecnologia da informação tem a beneficiar o desenvolvimento comunitário.

Quando uma necessidade ou problema é identificado na comunidade, o Telecentro pode facilitar a busca de soluções através da promoção de eventos e momentos interativos com a comunidade e organizações locais que visem à discussão, exposição das idéias e facilitem a mobilização das pessoas para o alcance da melhoria desejada.

Essas são algumas idéias para envolver a comunidade com o Telecentro. É claro que cada realidade deve tem suas características e necessidades próprias, de forma que as estratégias devem ser adaptadas, modificadas e construídas de acordo com a situação apresentada.

Marketing do Telecentro

A melhor estratégia para divulgar o Telecentro é através do envolvimento da comunidade. O ambiente ideal para o sucesso do Telecentro é quando a comunidade identifica os benefícios que este pode lhe trazer, como um espaço disponível para a mobilização social, o Telecentro passa a ser reconhecida e divulgada naturalmente. A imagem da sala, neste caso, é vista de acordo com o principal objetivo, que é a de promover a inclusão social.

Com relação à imagem e as informações divulgadas, deve-se ter especial cuidado para que esses não estejam desvirtuados dos propósitos do Telecentro. A divulgação, dessa forma, deve ser baseada em informações claras e verdadeiras sobre o funcionamento e a proposta.

Como primeiro passo para uma boa divulgação do Telecentro, deve-se primeiramente organizar o material necessário e construir uma ação baseada nas informações coletadas. Em seguida buscar a melhor forma de fazer com que essas informações cheguem ao conhecimento da comunidade. Geralmente se procuram os meios de comunicação mais utilizados pela comunidade.  Por exemplo:

Se a comunidade tem uma rádio comunitária ou sistema de alto-falantes, o Telecentro deve estabelecer uma parceria com o responsável por este serviço para divulgar o período de matrículas, eventos produzidos pela equipe, horários de uso coletivo das máquinas, etc.

A FECAM/RN enviará cartazes que, poderá ser preenchido com informações do Telecentro como o endereço e telefone de contato.  Esse cartaz poderá ser afixado em murais da Prefeitura Municipal, Câmara de Vereadores, Clubes de serviço, Agências bancárias, escolas públicas, locais de grande circulação. Para os atores sociais locais, um folder ou até mesmo uma carta com as principais informações do projeto seria suficiente para estabelecer um primeiro contato.

Estabelecer uma parceria com instituições religiosas sempre dá bons resultados.  A liderança religiosa pode anunciar os serviços oferecidos e as pretensões do Telecentro.

As estratégias são construídas de acordo com a vivência e experiência do Telecentro, o importante é que as informações difundidas estejam coerentes com a missão e objetivos do Programa.

Não há nada que substitua o contato humano. Agendar visitas com os comerciantes locais é uma boa estratégia para mostrar a importância do trabalho, o dia-a-dia do projeto e principalmente para que eles vejam o brilho nos olhos dos jovens quando eles descobrem tudo o que a tecnologia pode fazer por eles. Números são importantes para demonstrar a grandeza do projeto, mas a sua melhor tradução ainda acontece no rosto das pessoas.

MobilizaÇÃo de recursos

A melhor estratégia para sensibilizar os atores sociais locais a contribuir para o desenvolvimento do projeto é através do fortalecimento da imagem do Telecentro na comunidade. Uma vez que a unidade se torna um ponto de referência para a comunidade, seja facilitando a sua vida, seja revelando talentos que até então não tinham condições para se desenvolver, os atores sociais verão no Telecentro uma oportunidade para se aproximar da população e fazer alguma coisa em seu benefício.

A afinidade entre o Telecentro e a comunidade possibilita que os atores sociais locais comprovem a eficiência e coerência deste trabalho social, o que contribui para o estabelecimento da confiança e para a motivação em contribuir.

 

Caminho das parcerias:

 

 

 

 

 

 

Sugestões de Parcerias

Necessidades

Possíveis Parceiros

Equipamentos de informática em geral

 Empresas que usem equipamentos de informática, principalmente aquelas que troquem de máquinas com maior freqüência.

Divulgação do Telecentro

Empresas de rádio, televisão, gráfica, empresa de sinalização rápida.

Possibilidade de empregabilidade para os educandos formados

Empresas da cidade ou região, que procurem pessoas com conhecimentos de informática, CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), Consórcios do Programa Primeiro Emprego, Federação da Indústria, Federação do Comércio.

Material de expediente

Comércio local em geral, Prefeitura Municipal e outros órgãos públicos.

Recursos financeiros

Empresas em geral, órgãos do governo que mantenham programas de financiamento de projetos sociais etc.

Manutenção de equipamentos e instalação de redes,

Empresas e profissionais que prestam serviços a órgãos públicos e empresas da região.  Podem-se procurar as universidades e empresas de processamento de dados, geralmente essa empresa tem sede em capitais.

 

A abordagem utilizada deve buscar, sobretudo, a sensibilização das pessoas e o envolvimento com a proposta do Telecentro. Dessa forma, aconselha-se que os candidatos a parceiros possam conhecer de perto o projeto, seus Monitores, estrutura física, se possível ter contato com alguns educandos e principalmente com os resultados alcançados.

O importante na atividade de captação de recursos é que a experiência e o dia a dia das pessoas responsáveis por esta área facilitam no desenvolvimento e aprimoramento do trabalho e principalmente na construção de um modelo próprio de acordo com a realidade vivida.

A captação de recursos se constitui como a mola mestra de uma organização sem fins lucrativos. O estabelecimento de parcerias e a mobilização de recursos são os meios através dos quais o Telecentro consegue ser viabilizada.

Os objetivos das atividades de captação de recursos perpassam os seguintes itens: sobrevivência da organização, expansão e desenvolvimento, constituição de um grupo de apoio e criação de uma organização viável e sustentável.

A melhor forma de captar recursos é através do estabelecimento de parcerias, as quais são definidas por uma relação onde os envolvidos têm interesse em uma causa única e contribuem de formas distintas para a concretização dessa causa. No caso do Telecentro, as parcerias devem ser buscadas de maneira que a proposta se constitua em pontos positivos tanto para o Telecentro como para os parceiros.

Geralmente as razões para as pessoas ou empresas estabelecerem parcerias com organizações sociais são: credibilidade da instituição e seus propósitos, crença na necessidade das questões abordadas, responsabilidade social, promoção institucional, livrar-se da culpa de não ajudar, resposta à pressão do meio social, influência religiosa, amizade e respeito pelos que pedem, obrigação e reconhecimento público.

Para a busca de parceiros é necessário que a Estação tenha consigo alguns princípios básicos, tais como: ética, coerência com os objetivos do projeto, contato direto com o parceiro, entender o ponto de vista das pessoas que estão procurando, envolvimento com a instituição buscada, cumprimento dos acordos estabelecidos, prestação de contas e envio de relatórios.

Os instrumentos utilizados para a captação devem ser elaborados cuidadosamente, com objetividade e clareza. Uma proposta bem elaborada de parceria facilita, e muitas vezes decide, o sucesso da ação empreendida.

Etiqueta na Internet

À primeira vista a Internet pode parecer desorganizada. Se, por um lado, existe praticamente total liberdade de acesso a uma imensa quantidade de informação, os usuários precisam assumir responsabilidades sobre os atos que praticam na rede. O comportamento inadequado de alguns causa a deterioração de listas e grupos antes úteis para a troca de informação entre seus membros. A Internet é a nova tecnologia usada pelo velho ser humano. Por isso, normas de convívio em sociedade (eletrônica, virtual) surgiram pelo uso. É o que chamamos de netiqueta, a etiqueta da Internet.

Existem alguns princípios básicos de conduta a respeitar, para que todos da comunidade virtual continuem a gozar dos benefícios da ainda ampla liberdade de fluxo de informação.

Há três princípios fundamentais e algumas dicas a seguir:

Uso racional e apropriado de recursos que são compartilhados ou pertencem a outras pessoas.

Normas de boas maneiras e convenções da comunicação eletrônica (correio, listas e newsgroups).

Cuidados com a natureza da informação (direitos autorais, decência, uso comercial).

A Internet não é uma rede única, mas sim um conjunto de milhares de redes que permitem o tráfego de dados nas suas linhas. Uma informação atravessa diferentes redes antes de atingir seu destino final. Os usuários precisam entender que essa transmissão implica a utilização de recursos de outros. Devemos considerar a carga que o fluxo de nossa informação causa nessas redes.

Compor mensagens tão curtas quanto possíveis, comprimir grandes arquivos antes de transferi-los e não congestionar o tráfego com “correntes” e “malas diretas” são normas de boa conduta.

Muitos usuários também compartilham o computador conectado à Internet, especialmente no meio acadêmico. Estes devem se preocupar em manter limpa sua área de trabalho, lendo periodicamente sua correspondência para que não acumule e mantendo organizados seus arquivos, de forma a não ultrapassar cotas de espaço. No caso de acesso por linha discada e emulação de terminal, devem também restringir-se ao tempo necessário a realizar suas tarefas, dando oportunidade para que outros se conectem.

A crescente participação dos setores comerciais na Internet fez surgirem provedores particulares de acesso e backbones totalmente voltados para o fluxo deste tipo de informação. Muitas dessas regras diminuem de importância nestes casos. Quem paga para ter um acesso discado não tem que se preocupar se outros usuários do mesmo provedor têm que aguardar linha. Cabe ao provedor providenciar mais linhas. Da mesma forma, quem paga pelo espaço que usa em disco ocupa o quanto pode e se organiza como quer.

É preciso perceber a diferença entre a utilização de recursos locais, cujos custos geralmente são claros, e recursos remotos, disponíveis gratuitamente na rede e cujo acesso depende do fluxo da informação por dispositivos que pertencem a outras pessoas.

Cabe ao usuário saber em que situação se encontra e agir de acordo. Naturalmente, as regras variam de acordo com o tipo de rede, tipo de serviço e nível de acesso. Procedimentos válidos em uma situação podem ser inapropriados em outra.

Mas, de qualquer forma, algumas regrinhas de bom uso valem para todos.

Não utilize sua conexão institucional para navegar na rede, transferir grande quantidade de dados para uso pessoal ou participar de discussões e atividades não relacionadas a sua firma ou escola. Considere obter um acesso doméstico para realizar estas atividades.

Procure adequar-se ao ambiente em que se encontra. Não distribua material político, militante ou de gosto discutível fora dos círculos apropriados.

Não espere privacidade. Em muitos países, as firmas e faculdades têm o direito de monitorar as atividades de seus usuários, inclusive conteúdo de mensagens. No caso de mainframes, lembre-se de que as pessoas com privilégio de acesso podem ler seus arquivos. Portanto cuidado com o que mantém ali.

E mais...

Não é de bom tom, POR EXEMPLO, ESCREVER APENAS EM MAIÚSCULAS. É interpretado como grito. Não grite com ninguém.

Como regra básica, é bom ajudar as pessoas. O campo Assunto, do email, às vezes é ignorado. Mas facilita à beça na hora de escolher quais mensagens ler com mais urgência. Ainda no Assunto, uma resposta delicada vai com um “Re:” no princípio. Se Capitu escrever um bilhete de amor como assunto “Seu amigo”, Bentinho responderá com o assunto “Re: Seu amigo”. (A maior parte dos programas de email, hoje, preenche o campo automaticamente).Também educado, nas respostas, é fazer as citações. É bom citar a qual trecho da mensagem estamos nos referindo. Ajuda porque às vezes não lembramos o que escrevemos ou porque é mais fácil organizar uma longa resposta. Na mensagem de Capitu para Bentinho, por exemplo: De: capitu@assis.org.br

Para: bentinho@casmurro.com.br

Assunto: Seu amigo

Querido,

Almocei com seu amigo Escobar ontem.

Divertimo-nos muito, entendo por que vocês se gostam.

Beijos,

Capitu.

Também não é bem visto enviar a mesma mensagem com piadinha ou com proposta comercial para várias e várias pessoas. Chama-se spam. Muita gente faz, é verdade, mas não é um comportamento adequado.

E a resposta...

 

De: bentinho@casmurro.com.br

Para: capitu@assis.org.br

Assunto: Re: Seu amigo

Querida,

> Almocei com seu amigo Escobar ontem.

> Divertimo-nos muito, entendo por que vocês > se gostam.

Pois faça bom proveito!

Bento.

 

DicionÁrio de “Carinhas” (smiles)

A comunicação por correio eletrônico é essencialmente baseada em texto escrito. Não permite transmitir o estado de espírito dos interlocutores. Não é, portanto, rara a má interpretação de frases escritas por brincadeira. Uma forma de contornar esta limitação é o uso de combinações de caracteres “rascunhando” um ícone e que, como a expressão facial num contato pessoal, exprimem o humor do remetente. Estão listadas abaixo algumas das convenções de comunicação em redes. Para vê-las, incline sua cabeça 90 graus para a esquerda e use sua imaginação:

:-)

Basta olhar de lado, estão lá os dois olhos, o nariz, o sorriso

:-(

Tristeza

:-o

Surpresa

=)

Olhos abertos

:´-(

Lágrimas nos olhos

:-D

Sorriso largo

:-/

Tédio, irritação

 

 

 

 

 

 

As carinhas são espalhadas pelas frases, ditam o tom quando não há um rosto por perto. A resposta de Bentinho, por exemplo, poderia ser:

Pois faça bom proveito! :-/

ou ainda

Pois faça bom proveito! =)

Na primeira ele está irritado; na segunda, quase se percebe saudade.

:-)  Cara básica  Esta carinha é usada para modular uma declaração jocosa ou sarcástica, a depender do contexto. Na maioria das vezes, significa que a intenção do autor é bem humorada.

;-)  Piscada de olho O usuário acabou de fazer uma observação sarcástica e/ou flertou com a pessoa, sugerindo cumplicidade. Tem o sentido de “não me bata pelo que acabei de dizer”.

:-(  Cara carrancuda O usuário não gostou da última observação ou está triste ou deprimido por algum motivo.

:-|  Cara de indiferente, de não-entendimento, de alienação com o assunto. Melhor do que a cara carrancuda, mas não tão boa quanto uma cara feliz.

:-> Usuário acaba de fazer uma observação realmente sarcástica.

>:->  Usuário acaba de fazer uma observação realmente diabólica.

>;->  Piscada de olho e diabólica combinadas. Uma observação muito obscena acaba de ser feita.

 

 


ReferÊncias

 

Apostila de Gestão de Estação Digital da Fundação Banco do Brasil

 

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

 

FREIRE, Paulo. A constituição de uma nova cultura política. Villas-Boas, R. e Telles, D.S. Poder local, participação popular, construção da cidadania. São Paulo, Instituto Cajamar, Instituto Polis, FASE e IBASE, 1995.

 

GOHN, Maria da Glória. Educação não-formal e cultura política: Impactos sobre o Associativismo do Terceiro Setor. São Paulo: Cortez, 1999.

 

HERNÁNDEZ, Fernando & VENTURA, Montserrat. A organização de currículo por projeto de trabalho. Porto Alegre, RS: Artmed, 1998.

 

KAUCHAKJE, Samira. Igualdade e Diferença: Falso dilema no campo dos direito. In: Quevedo, Antonio A. F, et all. Mobilidade de comunicação: desafio à tecnologia e à iInclusão social. Campinas, SP: Unicamp,1999.

 

MADEIRA, F. R e RODRIGUES E. M.. Recado dos jovens: mais qualificação. In: Jovens Acontecendo na trilha das políticas públicas. Brasília: CNPD, 1998, Volume II.

 

MARSHALL, T. H. Cidadania, Classe Social e Status. Rio de Janeiro, RJ: Zahar, 1967.

 

SEVERINO, Antônio Joaquim. A escola e a construção da cidadania. In: Severino, A.J.; Martins, J. S.; Zaluar, A. et all. Sociedade civil e educação. Campinas, SP: Papirus: Cedes; São Paulo: Ande: Anped, p.9-14, 1992.

 

RINALDI, Arlene H. The Net: User Guidelines and Netiquette.

 

Silva, Tomaz Tadeu da: o Currículo como Fetiche: a Poética e a Política do Texto Curricular. Belo Horizonte: Autêntica,1999.

 

Materiais de referência

 

·         Capacitação Módulos I e II da Ação Digital Nordeste produzido pela RITS, Inter-American Foundation e IBM.

·         Apostila do Instrutor – Telecentros da Prefeitura Municipal de São Paulo.

·         Coleção Gestores Sociais – Comunidade Solidária

·         Apostila de Gestão da ONG Programando o Futuro

·         Gestão de Pessoas de Robert Heller, publicado pela Publifolha

·         Gerenciamento de Projetos de Andy Bruce e Ken Langdon, publicado pela Publifolha.